A América Central está atravessando um processo da transformação política, econômica e cultural que começou em 1907 com a criação do Tribunal de Justiça Centro-Americano. Em 1951 o processo de integração continuou com a assinatura do Tratado de San Salvador que criou a ODECA, a Organização dos Estados Centro-Americanos. Infelizmente, a ODECA não foi completamente próspera devido a conflitos internos entre vários Estados da região.
Foi até 1991 que a agenda de integração foi concluída com a criação do SICA, Sistema da Integração Centro-Americana. A SICA forneceu uma base legal clara para evitar discrepâncias entre os estados membros. O grupo de membros da SICA inclui as sete nações da América Central mais a República Dominicana, um estado que é a parte do Caribe.
No dia 6 de dezembro de 2008 a SICA anunciou um acordo com para estabelecer uma moeda comum e o passaporte comum dos países-membros. Nenhuma linha do tempo da implementação foi discutida. A América Central já tem várias instituições supernacionais como o Parlamento Centro-Americano, o Banco Centro-Americano da Integração Econômica e o Mercado Comum Centro-Americano.
- PRINCIPAIS PROBLEMAS DA AMÉRICA CENTRAL:
A américa central tem muitos problemas, os maiores delas, são a pobreza, a desigualde social e entre classes, e os seus recursos que acabam sendo explorados por países mais desenvolvidos e fora da própria América central.
A insegurança ainda é um dos grandes desafios que precisam ser superados pelos países centro-americanos. Isso foi o que afirmou o Relatório sobre Desenvolvimento Humano para América Central 2009-2010 "Abrir espaços para a segurança cidadã e o desenvolvimento humano", divulgado na terça-feira (20) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Segundo o relatório, a América Central possui os maiores níveis de violência do mundo. Cerca de 79 mil pessoas foram assassinadas na região nos último seis anos. A cifra revela que a região apresenta um elevado número de vítimas de violência. De acordo com o relatório, a taxa de assassinatos, em 2008, foi de 33 homicídios para cada cem mil habitantes, índice três vezes mais que a média mundial.
É forte a concentração de terras e observa-se a atuação de empresas multinacionais agrícolas dos EUA produzindo para abastecer o mercado norte-americano. Podemos dizer que a América Central tornou-seuma fazenda de produtos tropicais para abastecer os EUA. Os principais produtos são o algodão, a banana, o café, a cana e o tabaco.
O turismo também é importante na economia de países como a República Dominicana, Cuba, Pequenas Antilhas, Bahamas. No setor industrial, muito limitado, podemos lembrar o setor petroquímico no Panamá e em algumas das Pequenas Antilhas, onde o capital estrangeiro instalou refinarias que trabalham com o petróleo de países como a Venezuela. O Panamá, as Bahamas e as Ilhas Cayman são também paraísos fiscais e, da mesma maneira que recebem investimentos estrangeiros, abrem caminho para facilitar atividades como o contrabando e o narcotráfico.
- CUBA
Cuba anunciou dia 28 de março de 2008 que permitirá aos cubanos, pela primeira vez, usarem os telefones celulares sem qualquer tipo de restrição. O governo de Raúl Castro autorizou aos cubanos a compra de telefones celulares, em uma medida que segundo Havana pretende "desenvolver a conectividade e novos serviços".
"A Etecsa é capaz de oferecer o serviço de celular para a população", afirmou a empresa estatal de comunicações em um comunicado divulgado pelo jornal Granma.
- HONDURAS (Tegucigalpa)
O golpe aqui em Honduras trouxe de volta muitos dos fantasmas da Guerra Fria da América Central, mas poucos tão polarizadores quanto Billy Joya, ex-capitão de polícia acusado de ser o antigo líder de um esquadrão da morte.
Ele não voltou de mansinho à política nacional. Fez sua reaparição num popular talk show noturno, apenas algumas horas depois que tropas tiraram o presidente Manuel Zelaya da cama e o colocaram num avião para fora do país.O propósito de Joya, disse ele, era defender o expulsor e ajudar a acalmar um público que só se libertou de um regime militar há apenas três décadas. Em vez disso, ele disparou alarmes entre ativistas dos direitos humanos de todo o mundo, que temiam que os piores elementos da força militar hondurenha estivesse assumindo o controle.
- GUATEMALA, HONDURAS E EL SALVADOR
As maras, nome inspirado em uma espécie de formiga devoradora, as marabuntas, são um fenômeno específico da Guatemala, de Honduras e de El Salvador. Com ramificações nos EUA, México e Espanha, as maras surgem em comunidades de imigrantes da América Central que adotaram a cultura das gangues de rua de Los Angeles (Califórnia), Chicago e Nova York.
Os grupos estão divididos em diversas células, conhecidas como ‘clicas’. As duas principais são a “Mara Salvatrucha” e a “Mara 18”, em alusão a ruas de Los Angeles, onde surgiram.
Fruto de políticas imediatistas e com a aprovação de uma população assustada, as leis do plano Mano Dura ganharam força na região e os resultados não podiam ser piores: aumento nos índices de homicídio, colapso do sistema penitenciário e assassinatos dentro de presídios, provocados por uma guerra já naturalizada entre grupos rivais.
Estima-se que a soma dos membros ativos das maras na Guatemala, em Honduras e El Salvador esteja entre 25 mil e 300 mil pessoas. Esse número tende a aumentar à medida que aumenta também o rigor das leis de deportação norte-americanas.
Referências Bibliográficas
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=42428
http://www.scribd.com/doc/7146286/Geografia-Aula-02-Mexico-e-America-Central
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL373095-5602,00-RAUL+CASTRO+LIBERA+USO+IRRESTRITO+DE+CELULARES+EM+CUBA.html
http://www.suapesquisa.com/paises/cuba/
http://www.infoescola.com/geografia/america-central/
http://www.girafamania.com.br/americano/entrada.americana.html
http://pt.wikinews.org/wiki/Categoria:Am%C3%A9rica_Central
http://www.comunidadesegura.org/pt-br/node/31230
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Pós Guerra Fria
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