quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pós Guerra Fria

A América Central está atravessando um processo da transformação política, econômica e cultural que começou em 1907 com a criação do Tribunal de Justiça Centro-Americano. Em 1951 o processo de integração continuou com a assinatura do Tratado de San Salvador que criou a ODECA, a Organização dos Estados Centro-Americanos. Infelizmente, a ODECA não foi completamente próspera devido a conflitos internos entre vários Estados da região.
Foi até 1991 que a agenda de integração foi concluída com a criação do SICA, Sistema da Integração Centro-Americana. A SICA forneceu uma base legal clara para evitar discrepâncias entre os estados membros. O grupo de membros da SICA inclui as sete nações da América Central mais a República Dominicana, um estado que é a parte do Caribe.
No dia 6 de dezembro de 2008 a SICA anunciou um acordo com para estabelecer uma moeda comum e o passaporte comum dos países-membros. Nenhuma linha do tempo da implementação foi discutida. A América Central já tem várias instituições supernacionais como o Parlamento Centro-Americano, o Banco Centro-Americano da Integração Econômica e o Mercado Comum Centro-Americano.




- PRINCIPAIS PROBLEMAS DA AMÉRICA CENTRAL:

A américa central tem muitos problemas, os maiores delas, são a pobreza, a desigualde social e entre classes, e os seus recursos que acabam sendo explorados por países mais desenvolvidos e fora da própria América central.
A insegurança ainda é um dos grandes desafios que precisam ser superados pelos países centro-americanos. Isso foi o que afirmou o Relatório sobre Desenvolvimento Humano para América Central 2009-2010 "Abrir espaços para a segurança cidadã e o desenvolvimento humano", divulgado na terça-feira (20) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Segundo o relatório, a América Central possui os maiores níveis de violência do mundo. Cerca de 79 mil pessoas foram assassinadas na região nos último seis anos. A cifra revela que a região apresenta um elevado número de vítimas de violência. De acordo com o relatório, a taxa de assassinatos, em 2008, foi de 33 homicídios para cada cem mil habitantes, índice três vezes mais que a média mundial.
É forte a concentração de terras e observa-se a atuação de empresas multinacionais agrícolas dos EUA produzindo para abastecer o mercado norte-americano. Podemos dizer que a América Central tornou-seuma fazenda de produtos tropicais para abastecer os EUA. Os principais produtos são o algodão, a banana, o café, a cana e o tabaco.
O turismo também é importante na economia de países como a República Dominicana, Cuba, Pequenas Antilhas, Bahamas. No setor industrial, muito limitado, podemos lembrar o setor petroquímico no Panamá e em algumas das Pequenas Antilhas, onde o capital estrangeiro instalou refinarias que trabalham com o petróleo de países como a Venezuela. O Panamá, as Bahamas e as Ilhas Cayman são também paraísos fiscais e, da mesma maneira que recebem investimentos estrangeiros, abrem caminho para facilitar atividades como o contrabando e o narcotráfico.


- CUBA
Cuba anunciou dia 28 de março de 2008 que permitirá aos cubanos, pela primeira vez, usarem os telefones celulares sem qualquer tipo de restrição. O governo de Raúl Castro autorizou aos cubanos a compra de telefones celulares, em uma medida que segundo Havana pretende "desenvolver a conectividade e novos serviços".
"A Etecsa é capaz de oferecer o serviço de celular para a população", afirmou a empresa estatal de comunicações em um comunicado divulgado pelo jornal Granma.



- HONDURAS (Tegucigalpa)
O golpe aqui em Honduras trouxe de volta muitos dos fantasmas da Guerra Fria da América Central, mas poucos tão polarizadores quanto Billy Joya, ex-capitão de polícia acusado de ser o antigo líder de um esquadrão da morte.

Ele não voltou de mansinho à política nacional. Fez sua reaparição num popular talk show noturno, apenas algumas horas depois que tropas tiraram o presidente Manuel Zelaya da cama e o colocaram num avião para fora do país.O propósito de Joya, disse ele, era defender o expulsor e ajudar a acalmar um público que só se libertou de um regime militar há apenas três décadas. Em vez disso, ele disparou alarmes entre ativistas dos direitos humanos de todo o mundo, que temiam que os piores elementos da força militar hondurenha estivesse assumindo o controle.


- GUATEMALA, HONDURAS E EL SALVADOR
As maras, nome inspirado em uma espécie de formiga devoradora, as marabuntas, são um fenômeno específico da Guatemala, de Honduras e de El Salvador. Com ramificações nos EUA, México e Espanha, as maras surgem em comunidades de imigrantes da América Central que adotaram a cultura das gangues de rua de Los Angeles (Califórnia), Chicago e Nova York.
Os grupos estão divididos em diversas células, conhecidas como ‘clicas’. As duas principais são a “Mara Salvatrucha” e a “Mara 18”, em alusão a ruas de Los Angeles, onde surgiram.
Fruto de políticas imediatistas e com a aprovação de uma população assustada, as leis do plano Mano Dura ganharam força na região e os resultados não podiam ser piores: aumento nos índices de homicídio, colapso do sistema penitenciário e assassinatos dentro de presídios, provocados por uma guerra já naturalizada entre grupos rivais.
Estima-se que a soma dos membros ativos das maras na Guatemala, em Honduras e El Salvador esteja entre 25 mil e 300 mil pessoas. Esse número tende a aumentar à medida que aumenta também o rigor das leis de deportação norte-americanas.




Referências Bibliográficas
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=42428
http://www.scribd.com/doc/7146286/Geografia-Aula-02-Mexico-e-America-Central
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL373095-5602,00-RAUL+CASTRO+LIBERA+USO+IRRESTRITO+DE+CELULARES+EM+CUBA.html
http://www.suapesquisa.com/paises/cuba/
http://www.infoescola.com/geografia/america-central/
http://www.girafamania.com.br/americano/entrada.americana.html
http://pt.wikinews.org/wiki/Categoria:Am%C3%A9rica_Central
http://www.comunidadesegura.org/pt-br/node/31230

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América Central e Caribe durante a Guerra Fria

Os Conflitos armados na América Central ou Crises na América Central durante o período da Guerra Fria, foram uma série de conflitos protagonizados com inicio na década de 1960 por grupos armados conhecidos como guerrilheiros, que se prolongaram por três décadas e transcendeu para além das fronteiras englobando países como a Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador. Estes geralmente surgem como uma reação, e com a intenção de derrubar, às ditaduras militares e governos autocráticos de direita conservadora implantados ou apoiados pelos Estados Unidos para proteger os seus interesses geopolíticos, porém, a estrutura da organização da guerrilha nos diversos países e como eles tentaram eliminar os movimentos insurgentes foram muito diferentes.
As guerrilhas tinham sido inicialmente apoiadas pela sociedade civil, especialmente pelos camponeses e as populações indígenas, no campo armado e no de abastecimento em termos de necessidades como comida e água, entre outros. Gradualmente, conforme foram violando os direitos humanos, eles foram perdendo o apoio de suas bases e acabaram aceitando o Plano Arias para a paz na década de 1980. Esses conflitos foram mais um cenário da Guerra Fria, pelo apoio direto ou indireto da guerrilha esquerdista por parte da extinta União Soviética também por motivações geopolíticas. Em particular, os Estados Unidos receavam que a vitória por forças comunistas ameaçasse o Canal do Panamá e outros interesses estratégicos americanos na região. As crises da política externa envolviam, a interferência das duas superpotências da época (EUA e URSS), nas décadas de 70 e 80 a região da América Central ficou conhecida como "o barril de pólvora do mundo."
Os próximos posts serão dedicados à detalhar a história de alguns países durante este período.



- CUBA
O episódio conhecido como a crise dos mísseis de Cuba, ocorrido em Outubro de 1962, foi um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria. A crise é conhecida pelos russos como "crise caribenha" e pelos cubanos como "crise de outubro.
A crise começou quando os soviéticos, em resposta a instalação de mísseis nucleares na Turquia em 1961 e à invasão de Cuba pelos estado-unidenses no mesmo ano, instalou mísseis nucleares em Cuba. Em 14 de Outubro, os Estados Unidos divulgaram fotos de um vôo secreto realizado sobre Cuba apontando cerca de quarenta silos para abrigar mísseis nucleares. Houve enorme tensão entre as duas super-potências pois uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um ato de guerra contra os Estados Unidos.
Nikita Kruschev, o Primeiro-ministro da URSS à época, afirmou que os mísseis nucleares eram apenas defensivos, e que tinham sido lá instalados para dissuadir uma outra tentativa de invasão da ilha, indignando assim ainda mais os americanos. Anteriormente, em 17 de abril de 1961 (logo após o vôo de Yuri Gagarin), o governo Kennedy já tinha tentado um fracassado desembarque na Baía dos Porcos (operação planejada pela CIA, que usou os refugiados da ditadura de Fulgêncio Batista como peões na fracassada tentativa de derrubar o regime cubano). Mas agora a situação era muito mais séria.
Nenhum presidente dos Estados Unidos poderia admitir a existência de mísseis nucleares daquela dimensão a escassos 150 quilómetros do seu território nacional. O presidente Kennedy acautelou Khruschev de que os EUA não teriam dúvidas em usar armas nucleares contra esta iniciativa russa. Ou desativavam os silos e retiravam os mísseis, ou a guerra seria inevitável.
Foram treze dias de suspense mundial devido ao medo de uma possível guerra nuclear, até que em 28 de Outubro Kruschev, após conseguir secretamente uma futura retirada dos mísseis estadunidenses da Turquia, concordou em remover os mísseis de Cuba.
Enquanto os EUA e a URSS negociavam, a população estado-unidense tentava defender-se como podia. Nunca antes se tinha comprado tanto cimento e tijolo na história dos EUA depois que John Kennedy ter declarado a verdadeira gravidade da situação pela televisão. Milhares de chefes de família, aterrorizados, trataram de cavar nos seus pátios e jardins pequenos abrigos que possibilitassem a sobrevivência da sua família durante a possível guerra nuclear.
Na década de 1960, havia uma clara tendência à proliferação dos arsenais nucleares. Por esta razão, e ainda sob o impacto da crise dos mísseis de Cuba, os Estados Unidos, a União Soviética e a Grã-Bretanha assinaram, em 1963, um acordo que proibia testes nucleares na atmosfera, em alto-mar e no espaço (assim, apenas testes subterrâneos poderiam ser legalmente realizados). Em 1968, as duas super-potências e outros 58 países aprovaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O objetivo desse acordo era tentar conter a corrida armamentista dentro de um certo limite, com ele, os países que já possuíam artefatos nucleares se comprometiam a limitar seus arsenais e os países que não os continham ficavam proibidos de desenvolvê-los, mas poderiam requisitar dos primeiros tecnologia nuclear para fins pacíficos.



- GUATEMALA
Em 4 de julho de 1944, o ditador Jorge Ubico Castañeda foi forçado a renunciar, em resposta a uma onda de protestos e uma greve geral. Seu substituto, o general Juan Federico Ponce Vaides, mais tarde também foi forçado a sair do cargo em 20 de outubro de 1944 por um golpe de Estado liderado pelo major Francisco Javier Arana e o Capitão Jacobo Arbenz Guzmán. O país foi conduzido por uma junta militar composta por Arana, Arbenz e Jorge Toriello Garrido. A Junta organizou na Guatemala a primeira eleição livre, que foi ganha com 85% pelo proeminente escritor e professor Juan José Arévalo Bermejo, que tinha vivido no exílio na Argentina durante 14 anos. Arévalo foi o primeiro presidente democraticamente eleito da Guatemala que concluiu integralmente o mandato para que foi eleito. Suas políticas "socialista cristãs", inspiradas pelo New Deal americano, foram criticadas pelos latifundiários e pelas elites como "comunistas".
Neste período têm início a Guerra Fria, que teria uma influência considerável sobre a história da Guatemala. Desde a década de 1950 até a década de 1990, o governo dos EUA apoiou diretamente a formação do exército da Guatemala com armas e dinheiro.
Em 1954, o sucessor de Arévalo democraticamente eleito presidente da Guatemala, Jacobo Arbenz, foi deposto num golpe orquestrado pela CIA com apoio dos EUA. O coronel Carlos Castillo Armas foi instalado como presidente no mesmo ano e governou até que foi assassinado por um membro da sua guarda pessoal, em 1957. Substanciais evidências apontam para o papel da empresa americana United Fruit Company como fundamental neste golpe, uma vez que as reformas agrárias de Jacobo Arbenz estavam ameaçando os interesses da empresa, na Guatemala e tinha várias ligações diretas na Casa Branca e na CIA. Além disso, Arbenz era visto como comunista e pró-URSS pelos americanos.
Após o assassinato de Armas, chegou ao poder o General Miguel Ydígoras Fuentes em 1958, mas a crise aumentou. A Guatemala obedeceu o preceito dos EUA de romper relações com Cuba e, em seguida, autorizou o treinamento de 5.000 cubanos anticastristas no país, igualmente forneceu pistas de aterrisagem na região de Petén para no que se transformou mais tarde na fracassada invasão da Baía dos Porcos em 1961. Em troca dessa ação, a Guatemala teve suas dívidas, contraídas por Armas em 1954, perdoadas e um aumento na quota açucareira do país. Em 1962, houve enormes manifestações de estudantes e trabalhadores, além dos grupos revolucionários que começaram uma guerrilha. O governo Ydigoras seria afastado em 1963, quando a Força Aérea atacou várias bases militares. O golpe foi chefiado por seu ministro da Defesa, o coronel Enrique Peralta Azurdia.
Em 1966, Julio César Méndez Montenegro foi eleito presidente da Guatemala sob o lema "Abertura Democrática". Foi durante esse tempo que organizações paramilitares de direita, como o "Mão Branca" e o Exército Secreto Anticomunista, foram formados. Essas organizações foram os precursores do infame "Esquadrão da Morte". Os conselheiros militares das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos (Boinas Verdes) foram enviados para a Guatemala para treinar tropas e ajudar a transformar o seu exército em uma força moderna de contra-insurgência, que eventualmente tornou o mais sofisticado da América Central.
Antes da saída do governo Mendez, os militares ganharam influência e a separação social se aprofundou. O país caiu em anarquia e a violência aumentou. A década de 1970 viu o nascimento de duas novas organizações guerrilheiras: o Exército de Guerrilha dos Pobres (EGP) e a Organização do Povo em Armas (ORPA), que começou e intensificou até o final dos anos setenta, os ataques de guerrilha que incluíram guerrilha urbana e rural, principalmente contra os militares e alguns dos apoiantes civis do exército. Em 1979, o presidente americano, Jimmy Carter, ordenou uma proibição de todas as ajudas militares para o Exército da Guatemala, devido à generalizada e sistemática violação dos direitos humanos. Entre 1979 e 1982, o estado de terrorismo foi patrocinado por ambos os lados: governo regular e insurgentes, aumentaram devido ao fato das zonas urbanas e as comunidades indígenas estarem plenamente envolvidas na revolta.
Em 1980, um grupo de Povos Indígenas Quiché tomou a Embaixada da Espanha para protestar contra massacres do exército no campo. O governo guatemalteco lançou um ataque que matou quase todos no interior, como resultado de um incêndio que consumiu o edifício. O embaixador espanhol, que sobreviveu ao incêndio, alegou que a polícia guatemalteca intencionalmente matou quase todos no interior e o conjunto do incêndio foi apagar os traços de seus atos. Como resultado deste incidente, o governo da Espanha rompeu relações diplomáticas com a Guatemala. Este governo foi derrubado em 1982 e o General Efraín Ríos Montt foi nomeado presidente da junta militar, continuando a sangrenta campanha de tortura, desaparecimentos, e "terra queimada" durante a guerra. O país se tornou um Estado pátria internacional. Ríos Montt foi derrubado pelo general Óscar Humberto Mejía Victores, que apelou para uma eleição de uma assembleia constituinte nacional, que levou a uma eleição livre em 1986, que foi ganha por Vinicio Cerezo Arévalo, o candidato do Partido da Democracia Cristã.
Em 1982, os quatro grupos guerrilheiros, EGP, ORPA, FAR e TPG, fundiram e formaram a URNG, influenciados pela guerrilha salvadorenha FMLN, pela FSLN da Nicarágua e pelo Governo de Cuba, a fim de se tornarem mais fortes. Como resultado, o Exército aumentou táticas de "terra queimada" no campo, mais de 45.000 guatemaltecos fugiram do outro lado da fronteira para o México.
Em Maio de 1988 uma tentativa de golpe foi frustada. Os insurgentes, nessa altura, tinham mudado o seu plano de ação. Agora, em vez de tentar obter poder, pretendem forçar o governo a negociar. Mas Cerezo foi obrigado a obedecer ao exército e negou-se a qualquer diálogo com os insurgentes. O que fez com que seu partido fosse derrotado na eleições presidenciais por Jorge Serrano Elías. Serrano tentou modernizar o Estado e desmantelar as reduzidas porções do exército mantidas pelos EUA. No início dos anos 90, o país estava mais calmo, se realizaram eleições limpas, foi proposto uma nova política externa e uma nova ordem institucional.
A Guerra Civil da Guatemala, terminou em 1996 com um acordo de paz entre a guerrilha e o governo, negociado pela Organização das Nações Unidas através da intensa mediação por nações como a Noruega e Espanha. Ambos os lados fizeram grandes concessões. Os guerrilheiros desarmados receberam terras para trabalhar. Segundo a ONU, que patrocinou a Comissão da Verdade ("Comissão para a Clarificação da História"), as forças governamentais e paramilitares patrocinados pelo Estado foram responsáveis por mais de 93% das violações dos direitos humanos durante a guerra. Durante os primeiros 10 anos, a vítimas do terror patrocinado pelo Estado foram principalmente estudantes, trabalhadores, profissionais e oposição, mas nos últimos anos foram maioritariamente milhares de agricultores maias e não-combatentes. Mais de 450 aldeias maias foram destruídas e mais de 1 milhão de pessoas se tornaram refugiados internos e externos. Em certas áreas, tais como Baja Verapaz, a Comissão da Verdade considerou que governo guatemalteco promoveu uma política de genocídio contra determinados grupos étnicos durante a Guerra Civil. Em 1999, o presidente americano Bill Clinton afirmou que os Estados Unidos estavam errados ao ter prestado apoio às forças militares guatemaltecas que participaram dos assassinatos a civis.



- EL SALVADOR
Neste país, até 1980, com exceção de um presidente provisório, todos os presidentes salvadorenhos foram militares. As eleições presidenciais periódicas eram raramente livres ou justas. Da década de 1930 até os anos de 1970, os governos autoritários empregariam a repressão política e limitariam reformas para manterem-se no poder, apesar das aparências de democracia. O Partido Nacional da Conciliação ficou no poder desde o início dos anos 1960 até 1979. Em Julho de 1969, El Salvador invadiu Honduras na curta Guerra do Futebol. Durante a década de 1970, houve grande instabilidade política. Na eleição presidencial de 1972, os opositores do regime militar uniram-se sob José Napoleón Duarte, líder do Partido Democrata-Cristão (PDC). Em meio à fraude generalizada, o movimento de reforma de Duarte foi derrotado. Posteriormente, protestos e uma tentativa de golpe foram esmagados e Duarte exilado. Estes eventos corroeram a esperança de reforma através de meios democráticos e persuadiram aqueles que se opunham ao governo que a insurreição armada era a única forma de conseguir mudança. Como conseqüência deste descontentamento social, os grupos revolucionários de esquerda começaram a ganhar a força.
O ambiente propício para um conflito em El Salvador foi na década de 1970, quando se formou um grupo revolucionário chamado Forças Populares de Libertação "Farabundo Martí". Além disso, a Igreja estava consciente da marginalidade e à pobreza que professavam o povo salvadorenho. Portanto, a guerra civil se tornou inevitável e o governo tornou-se mais eficaz com a população.
O segundo pavio foi aceso nas eleições de 1977, quando o General Carlos Humberto Romero foi acusado de comprar a vitória do Coronel Ernesto Claramount. Devido aos protestos por este grupo, o Congresso foi dissolvido pelo exército. Entre o governo Romero e grupos de direita, oprimiram o povo. Com a Lei e Garantia da Ordem Pública, em 1977, a aumentou-se a violência nas ruas, da esquerda contra a direita.
Em 1979, a junta revolucionária reformista do governo tomou o poder. Tanto a extrema direita como a extrema-esquerda agora discordavam com o governo e aumento da violência política rapidamente virou uma guerra civil. As forças armadas inicialmente mal treinadas: as Forças Armadas Salvadorenhas (ESAF), também se envolveram na repressão e assassinatos indiscriminados, o mais famoso foi o massacre de Dezembro de 1981. Depois de um golpe armado foi erradicado Romero, uma junta civil-militar, que inclui também os membros da esquerda moderada. Ao mesmo tempo se formou uma ampla coligação de forças, o CRM e, em seguida, a Frente Revolucionária Democrática. Em outubro, com base em instruções de Cuba, a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), iniciou a sua implacável tentativa de estabelecer um regime marxista em El Salvador.
Por seu lado, a direita se reuniram em dois grupos principais: o Partido Democrata-Cristão (PDC) e a Aliança Republicana Nacionalista (ARENA).O Pacto de Apaneca de 1982, com apoio dos EUA, tentou resolver o conflito entre os dois blocos contra-revolucionários e formar um novo governo de unidade nacional. Em 1984, ganhou o PDC nas eleições, com a definição de José Napoleón Duarte para a cadeira presidencial. Mas, apesar do apoio do Estado americano, Duarte não foi capaz de replicar as forças insurgentes.
A violência se agravaria durante a década de 1980, com a politica de Ronald Reagan de "contenção do comunismo" e a fusão dessa política com interesses oligárquicos. Em 1981, John Negroponte, é nomeado embaixador em Honduras com a tarefa de organizar "operações paramilitares" contra o governo sandinista da Nicarágua, o que envolveu El Salvador, uma vez que, seu trabalho na América Central não se limitaria a aumentar a ajuda militar aos aliados, foram também intensificadas as caçadas aos "subversivos", com perseguições, torturas e matanças. Negroponte transformaria a dupla El Salvador e Honduras em retaguarda dos "contras", grupo recrutado pela CIA para derrubar os sandinistas.
Nesse periodo é criado o batalhão 316, uma unidade secreta apoiada pelo Pentágono e a CIA. Enquanto o Pentágono afirmava que o objetivo eram operações de contrainsurgência, as entidades de defesa dos direitos humanos denunciavam o ensino e a prática de tortura.
Em 1989, o partido ARENA ganhou as eleições e chegou ao poder Alfredo Cristiani. Durante os primeiros momentos do seu mandato, deveu-se a enfrentar um ataque de urbano da FMLN que finalmente sabia que não podia tomar o poder por via armada visualizando sua ofensiva até o início de 1989, contida pelo exército. Isto levou à assinatura dos Acordos de paz em Nova York em setembro de 1991 e os Acordos de Paz de Chapultepec, em janeiro de 1992.
A guerra civil terminou em 1992, com um saldo de aproximadamente 75 mil mortos. Em 2005, a OEA iniciou uma série de investigações que constatariam que mulheres e crianças foram assassinadas "por soldados de um batalhão treinado e equipado pelos EUA".



- NICARÁGUA
Na Nicarágua, Anastasio Somoza García governou durante vinte anos diretamente ou por líderes fantoches, com pulso de ferro e com apoio dos EUA até ser assassinado em 1956. Até 1979 a família Somoza assumiu a presidência, sustentou os próprios interesses comerciais e aumentou a fortuna pessoal.
Foram muitas as tentativas para derrubar a ditadura Somoza, primeiro ocorreram protestos estudantis e, em segundo lugar, a integração da UNO. A fundação da FSLN foi fundamental no ano de 1961, porque lançou as primeiras lutas guerrilheiras no país.
René Schick ganhou algumas eleições montadas em 1963. Mas, mesmo assim, foi obrigado a constituir algumas reformas eleitorais básicas ausentes no passado. As represálias políticas seguiam contra os que ainda queriam eliminar Somoza.
As aparências democráticas desapareceram em 1971, quando Somoza revogou a constituição e dissolveu a Assembleia Nacional. Aproveitando-se do terremoto que em 1972 arrasou Manágua, Somoza obteve do Congresso poderes ilimitados, assim, tornou-se novamente o único poder real na Nicarágua. A consequência deste fato para o povo, foi simples: após o sismo, a ajuda internacional magicamente desapareceu. Era algo esperavel que Somoza era não querido no seu país, a criação da UDEL foi um claro sinal do descontentamento em 1974. O movimento revelou-se muito ativo, como a Frente Sandinista claramente aumentou. A frente, deu um grande golpe contra o regime Somoza: a captura de um grande número de políticos e diplomatas em Manágua. O governo teve de pagar um milhão de dólares e libertar vários dos seus prisioneiros, mas o governo se chocou e restringiu a liberdade de imprensa, impos a lei marcial e o estado de sítio. Mas por causa da pressão internacional, Somoza foi forçado a largar os mandatos anteriores.
Finalmente, em 19 de julho de 1979, a ditadura caiu. A chegada dos Sandinistas ao poder deu uma virada no país. O novo regime iria afetar outros países nos próximos anos. O que daria espaço para as relações tensas com EUA, por a sua proximidade com Cuba e a URSS. E com Costa Rica e Honduras, mais tarde.
A nova ordem revolucionária revogou a constituição, dissolveu o Congresso e substituiu a Guarda Nacional pelo Exército Popular Sandinista, nacionalizou-se grande parte das indústrias e realizou-se a reforma agrária. A gestão sandinista realizou intenso esforço nas áreas de educação e saúde, mas os conflitos da década de 1980 atrasaram outras conquistas sociais.
A politica internacional sandinista caracterizou-se pelo estreitamento das relações com os países do bloco comunista e pela suspensão, em 1981, da ajuda econômica à Nicarágua pelos EUA. Quanto à politica interna, o governo sandinista teve que enfrentar os "contras", grupo formado por antigos membros da Guarda Nacional com base em Honduras e apoiados pelos EUA, além de forte oposição da alta hierarquia da Igreja Católica.
O período de 1985-1990 acabaria marcado pela destruição da guerra, pelo déficit público, pelos cortes dos investimentos externos, pelo embargo total imposto pelos EUA, pela inflação elevada, pela ausência de serviços governamentais e pela diminuição da participação das organizações de base na arena pública.
Em 1987 e 1988 firmaram-se em Esquipulas, na Guatemala, acordos para o desenvolvimento de um plano destinado a desarmar e repatriar os "contras" baseados em Honduras. Em 1988, o governo e os "contras" iniciaram negociações para um cessar-fogo. Quando o presidente Bush assumiu o cargo, em 1989, o financiamento militar direto aos Contras foi suspenso, o que levou ao desarmamento dos rebeldes. Isso tudo acabaria favorecendo a criação e a expansão das bases politicas da oposição nicaraguense, com o apoio direto ou indireto do governo dos EUA. O que levaria ao fim do governo sandinista com a eleição de Violeta Chamorro, para a presidência em 1990.



- HONDURAS
Honduras serviu aos EUA de uma forma mais complacente do que os seus vizinhos. Isto pela simples razão de que apresentava uma paz estável no ambiente e sua falta de movimentos revolucionários no seu território. E serviu de plataforma para os EUA enfrentar a Frente Sandinista na Nicarágua.
Entre 1954 e 1956 Honduras recaiu na ditadura sob a administração de Júlio Lozano Díaz, deposto por uma junta chefiada pelo coronel Hector Caraccioli, que instalou uma junta provisória. Houve eleições na Assembléia Constituinte 1957 que nomeou Ramón Villeda como presidente, que promulgou uma nova Constituição. Apesar dessa eleição ter desencadeado esperanças em relação ao futuro, a política liberal do novo presidente provocou a desconfiança da oligarquia hondurense, assustada pelo triunfo do comunismo em Cuba, apoiou, em 1963, um golpe de Estado. O presidente foi derrubado pelo exército hondurenho antes que pudesse implementar o programa de reformas que havia conseguido aprovar no Congresso. O líder do golpe, o coronel Osvaldo López Arellano, cuja ascensão à presidência formalizou-se em 1965, manteve-se no poder até 1974. Em 1969, o entrincheiramento militar foi ainda mais solidificado durante o conflito de fronteira com El Salvador: os dois países entraram em guerra por causa de um jogo de futebol (que as Honduras tinham ganho), terminando os combates cinco dias depois do seu início com a vitória militar de El Salvador que, no entanto, se retirou do território hondurenho. A chamada "guerra do futebol", fora solucionada com a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA). A frágil economia hondurenha ficou ainda mais debilitada devido ao conflito.
Um presidente civil, Ramón Ernesto Cruz, brevemente tomou o poder em 1970, até que, em Dezembro de 1972, Oswaldo López encenou outro golpe. Em 1975 López Arellano foi deposto pelo coronel Juan Alberto Melgar Castro, por sua vez obrigado a renunciar em 1978, quando o general Policarpo Paz García assumiu o poder
Em 1979, o país regressou ao governo civil. Uma Assembléia Constituinte foi popularmente eleita em abril de 1980 e eleições gerais foram realizadas em Novembro de 1981. Uma nova Constituição foi aprovada em 1982 e o governo de Roberto Suazo Córdova assumiu o poder.
Entre 1979 e 1985, no âmbito da nomeação de John Negroponte como diplomata dos EUA de 1981 a 1985, a ajuda militar e econômica dos EUA a Honduras saltou de US $ 31 milhões para US $ 282 milhões. Em troca, Honduras concordou em se tornar uma base para 15.000 “Contras” nicaragüenses, fornecendo apoio logístico e de inteligência, e juntando-se aos EUA em manobras militares conjuntas. O próprio Negroponte supervisionou a construção da base aérea de EL Aguacate onde os “Contras” foram treinados (igualmente usaram Lepaterique, onde o Batalhão de Inteligência 601 do serviço de inteligência do Exército da Argentina era uma das formações e treinamento dos “Contras”). O Batalhão 316, foi uma unidade especial inteligência envolvida no assassinato de centenas de pessoas, incluindo missionários norte-americanos, foi treinado pela CIA e os militares argentinos. Negroponte, atualmente diretor da Inteligência Nacional, foi acusado mais tarde pela Comissão dos Direitos Humanos de Honduras por violações dos direitos humanos.
Em 1986 ocorreu a primeira transferência de poder na história do país sem interferência militar direta, com a eleição do liberal José Azcona del Hoyo (1986-1990). Seu governo não enfrentou uma guerrilha, mas uma crise económica e política, como a migração de países vizinhos e a presença norte-americana no país. O novo presidente abraçou um movimento pacifista levado a cabo pelos países da América Central. Ameaçou interromper a atividade dos "contras", assim como diminuir o poder dos militares. Honduras, no entanto, manteve-se economicamente dependente dos EUA, e, em 1989, Rafael Leonardo Callejas, do Partido Nacional, foi eleito presidente com o apoio norte-americano e no ano seguinte um plano de ajuste econômico provocou a greve dos plantadores de banana, que terminou com a intervenção do Exército. O início da década de 1990 encontrou o país ainda agitado por divergências internas, agravadas pela luta contra três grupos guerrilheiros. A crise econômica, a atividade guerrilheira de esquerda e as forças de segurança ficaram fora de controle, com 40 assassinatos e mais de 4 mil violações dos direitos humanos. Em 1991, o governo anunciou anistia e iniciou negociações com guerrilheiros de esquerda. Em 11 de setembro de 1992, o conflito com El Salvador terminou com a intervenção da Corte Internacional de Justiça, que traçou definitivamente os limites territoriais dos dois países.
O governo do Callejas se deu a tarefa de completar o programa neoliberal, reconstruir as relações com a Nicarágua, reduzir a ajuda militar dos EUA, castigar o povo com medidas neoliberais impostas pelos organismos internacionais que estão agora em vigor, gerando instabilidade económica nacional, resultando em uma crise aguda e ignorância maciça, medidas convenientes para as classes privilegiadas


- COSTA RICA
Em Costa Rica sucederam-se presidentes eleitos até 1948, ano em que os resultados eleitorais foram contestados por grupos de esquerda, o que desencadeou a breve guerra civil que levou José Figueres Ferrer ao poder. A junta revolucionária que assumiu o governo aboliu o Exército e criou uma guarda civil, elaborou nova constituição e empossou o candidato vitorioso nas urnas, Otilio Ulate Blanco. Em 1953, José Figueres voltou ao poder, nacionalizou os bancos, impôs restrições à United Fruit e enfrentou uma invasão lançada por seus adversários exilados na Nicarágua. Figueres inscreveu seu nome na história do país com várias décadas dedicadas às reformas sociais, à abertura política para o exterior e aos ideais social-democratas.
Ao longo da década de 1980, a Costa Rica preservou seu regime político, baseado no poder civil legitimado por eleições, mas se enredou em problemas econômicos e financeiros, dos quais o mais premente foi a dívida externa. No início da década, o país gastava 50% de sua receita de exportação com as despesas financeiras geradas pela dívida. Em maio de 1986, o governo chegou a anunciar uma moratória temporária sobre os juros da dívida externa e, no ano seguinte, lançou um programa de austeridade para tentar salvar as finanças nacionais.
A posição internacional da Costa Rica, que manteve alto grau de independência em relação aos grandes blocos de poder, deu-lhe condições de atuar com bons resultados no âmbito regional. A perspicácia política e social do presidente Oscar Arias Sánchez, eleito em 1986, deu um apoio confiável para o povo no que diz respeito à crise regional, o presidente teve papel de destaque na mediação das guerras civis na Nicarágua e em El Salvador. Os planos de paz de Arias sairam vitoriosos, apesar das ameaças de Washington, e deram continuidade ao processo de paz, assim, por seu esforço foi-lhe concedido o Prêmio Nobel da Paz em 1987. Em 1989 realizou-se em San José a primeira reunião de cúpula interamericana em 22 anos, para comemorar o centenário da democracia na Costa Rica. Em 1990 Arias foi sucedido por Rafael Angel Calderón Fournier, da oposição.






Referências Bibliográficas:
http://www.brasilescola.com/historia-da-america
http://lanic.utexas.edu/la/ca/guatemala/indexpor.html
http://www.voyagesphotosmanu.com/historia_do_guatemala.html
http://lanic.utexas.edu/la/ca/salvador/indexpor.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/el-salvador/historia-de-el-salvador.php
http://www.voyagesphotosmanu.com/historia_el_salvador.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/nicaragua/historia-da-nicaragua.php
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/historia-nicaragua.htm
http://www.applet-magic.com/nicaraguap.htm
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/historia-honduras.htm
http://honduras.costasur.com/pt/historia.html
http://www.joildo.net/artigos/honduras-uma-historia-de-golpes/
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/costa-rica/historia-de-costa-rica.php
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/historia-costa-rica.htm
http://www.abc-latina.com/pt/costa-rica/historia-costa-rica.php
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/cuba/historia-de-cuba.php
http://educacao.uol.com.br/historia/historia-cuba-1.jhtm
http://www.algosobre.com.br/historia/revolucao-cubana.html
http://www.suapesquisa.com/historia/revolucao_cubana.htm

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domingo, 16 de maio de 2010

Sobre o período de 1945 -1950

- COSTA RICA
De 1919 a 1948 viu–se na Costa Rica um período de equilíbrio político, onde sucederam-se presidentes eleitos sem nenhum advento como revoltas ou ditaduras. Em 1948, entretanto, grupos de esquerda contestaram os resultados eleitorais e isso levou a uma guerra civil que colocou Jose Ferrer no poder. O diferente nessa tomada de governo foi o próximo passo: a junta revolucionaria apenas ABOLIU o exercito!!
Foi o primeiro país a tomar essa atitude! E que atitude hein.
Mas em 1 de dezembro de 1948 criou-se uma guarda civil, alem de terem elaborado uma nova constituição e ter empossado o candidato vitorioso nas urnas.
Mas o governo de Otílio Blanco não durou muito. Em 1953 Jose Ferrer voltou ao poder e tomou mais algumas medidas como: nacionalização dos bancos e imposição de restrições à United Fruit . Suas medidas e tomadas de poder instigaram uma invasão lançada pelos seus adversários na Nicarágua.
É notável, porem, que apesar do modo de chegada no poder, Figueres inscreveu seu nome na história do país com várias décadas dedicadas às reformas sociais, à abertura política para o exterior e aos ideais social-democratas.




- EL SALVADOR
No século XX , El Salvador foi marcada por uma sucessão de governos militares. Entre 1931 e 1944, o país esteve sob a ditadura de Maximiliano Hernández Martinez, e depois deste sucederam-se vários outros governos militares. Nessa época a economia salvadorenha sofria uma forte crise, e isso provocou movimentos migratórios de larga escala. Em meio a tamanho caos, em 1969 ainda houve uma guerra com Honduras, porem foi apaziguada pela OEA através de um mecanismo de criação de uma zona desmilitarizada.
Quanto as reformas sociais, houveram dois presidentes que se mostraram mais favoráveis, Oscar Osorio (1950-1956) e José M. Lemos (1956-1960). Seus exemplos, porem, não foram seguidos pelos colegas militares mais conservadores, em comum acordo com as oligarquias civis.


- PANAMÁ
Em 1951 o presidente Arias, pela segunda vez no cargo de presidente, sofreu um golpe de estado e cedeu o poder a Jose Remon, comandante da Guarda Nacional. Este firmou um novo tratado sobre o Canal do Panamá, favorecendo os interesses nacionais. A negociação foi realizada com o presidente americano da época, Dwight Eisenhower.
O assassinato de Remón, em janeiro de 1955, levou aos breves mandatos presidenciais de José Ramón Guizado e Ricardo Arias Espinosa.




Outros fatos importantes

- REPUBLICA DOMINICANA
Depois do termino da guerra a Republica Dominicana lançou ao mundo propagandas oficiais que ofereciam terras grátis para os imigrantes trabalharem. Essa oferta inspirou principalmente a imigração japonesa, o que deu nova face ao país.


- HAITI
Em 1946, foi eleito um presidente negro, Dusmarsais Estimé.



Referências Bibliográficas:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_hispano.htm
http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=38
http://www.brasilescola.com/geografia/canal-panama.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/canal-do-panama/canal-do-panama.php
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/historia-costa-rica.htm
http://www.bibliografia.una.ac.cr/

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sobre o período de 1930-1945

- Catástrofe natural em países da América Central

Em 1934 ocorreu uma catástrofe natural em Belize, México, Guatemala, Honduras e El Salvador, que foi a passagem de um furacão considerado como um dos mais mortais que se tem registrado. Entre os desastres, foram 3.000 mortes, ocasionado principalmente a partir de deslizamentos de terra na América Central, e gerou oito furacões que posteriormente atingiram a costa de Louisiana de uma forma brutal.



Outros fatos importantes

- GUATEMALA:
Em 4 de julho de 1944, o ditador Jorge Ubico Castañeda foi forçado a renunciar, em resposta a uma onda de protestos e uma greve geral. Seu substituto, o general Juan Federico Ponce Vaides, mais tarde também foi forçado a sair do cargo em 20 de outubro de 1944 por um golpe de Estado liderado pelo major Francisco Javier Arana e o Capitão Jacobo Arbenz Guzmán. O país foi conduzido por uma junta militar composta por Arana, Arbenz e Jorge Toriello Garrido. A Junta organizou na Guatemala a primeira eleição livre, que foi ganha com 85% pelo proeminente escritor e professor Juan José Arévalo Bermejo, que tinha vivido no exílio na Argentina durante 14 anos. Arévalo foi o primeiro presidente democraticamente eleito da Guatemala que concluiu integralmente o mandato para que foi eleito. Suas políticas "socialista cristãs", inspiradas pelo New Deal americano, foram criticadas pelos latifundiários e pelas elites como "comunistas".

- NICARÁGUA:
Após a retirada dos fuzileiros navais dos EUA em 1933 e do assassinato de Augusto César Sandino em 1934, subiria ao poder em 1936 Anastasio Somoza García que durante vinte anos, governou o país, diretamente ou por líderes fantoches, com pulso de ferro e com apoio dos EUA até ser assassinado em 1956. Foi sucedido pelo filho, Luís Somoza Debayle (1957-1963). René Schick Gutiérrez (1963-1966), morto no exercício da presidência, foi sucedido por Lorenzo Guerrero Gutiérrez (1966-1967), a que se seguiu Anastasio (Tachito) Somoza Debayle (1967-1972, 1974-1979), irmão mais novo de Luís e o último membro da família Somoza a assumir a presidência. A dinastia Somoza sustentou os próprios interesses comerciais e aumentou a fortuna pessoal.

- COSTA RICA:
Na Costa Rica eram eleitos presidentes até 1948, ano em que os resultados eleitorais foram contestados por grupos de esquerda, o que desencadeou a breve guerra civil que levou José Figueres Ferrer ao poder. A junta revolucionária que assumiu o governo aboliu o Exército e criou uma guarda civil, elaborou nova constituição e empossou o candidato vitorioso nas urnas, Otilio Ulate Blanco.

- HONDURAS:
Em 1932 ocorreu uma eleição geral em Honduras, realizada no dia 28 de outubro e que elegeu um novo Presidente da República e um novo Congresso. O partido Nacional de Honduras venceu essa disputa com cerca de 20.000 de diferença e Tiburcio Carías Andino se tornou presidente.

- EL SALVADOR:
Entre 1931, ano em que o general Maximiliano Hernández Martínez deu um golpe, e 1944, quando foi deposto, houve uma brutal repressão da resistência rural. O caso mais notável em 1932 em uma revolta camponesa liderada por Farabundo Martí e a retaliação do governo, comumente conhecida como La Matanza, que se seguiu. Nesta "Matanza", cerca de 30.000 indígenas e opositores políticos foram assassinados, presos ou exilados. Até 1980, com exceção de um presidente provisório, todos os presidentes salvadorenhos foram militares. As eleições presidenciais periódicas eram raramente livres ou justas. Da década de 1930 até os anos de 1970, os governos autoritários empregariam a repressão política e limitariam reformas para manterem-se no poder, apesar das aparências de democracia.

- CUBA:
Cuba tornava-se cada vez mais dependente em relação aos Estados Unidos. Em Cuba, sucediam-se (entre 1930-1940), governos repressivos, envolvidos em corrupção e crimes diversos. Essa situação permaneceu até 1952, quando Cuba era governada pelo ditador Fulgêncio Batista (foi presidente entre 1940-1944), apoiado pelos Estados Unidos. Chegou novamente ao poder em 1952, por um golpe, montando uma estrutura de governo autoritária e corrupta.




[ Vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=fEMYLkpYxX8&feature=player_embedded ]


Referências Bibliográficas:
http://antonioluizcosta.sites.uol.com.br/Historia1950.htm#H1950/ http://ferramula.blogspot.com/2010/02/havana-cuba-1930-antes-de-fidel-castro/
http://www.infopedia.pt/$independencias-na-america/
http://www.brasilescola.com/geografia/espaco-geografico-america-central/
http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1694u108/
http://www.globalimageworks.com/
http://www.solid.com.br/informacoes/clima/clima_central/
http://paises.hlera.com.br/america-central/
http://pt.euronews.net/tag/america-central/

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Sobre o periodo de 1920-1930

- Quando as províncias da América Central tentaram se unir

Para entendermos melhor esse acontecimento e o seu resultado final (no século XX), é preciso fazer uma explanação de como tudo começou.
Em 1823, constitui-se os Estados Unidos da América Central. Seus membros eram os atuais Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. A intenção destes era a de constituir uma nação moderna e democrática, enriquecida graças ao comércio internacional que se processaria através do seu território, ligando os Oceanos Atlântico e Pacífico.
Entretanto, os problemas surgiram de forma praticamente insuperáveis, existia forte contraposição entre conservadores e liberais, problemas de cunho social além de grande burocracia do governo, que mostrou-se ineficaz. Essa foi a primeira tentativa de se estabelecer um governo unificado neste território, após isso outras tentativas aconteceram durante século XIX, mas também sem sucesso.
A última tentativa aconteceu em uma conferência na Costa Rica em 1920, na qual Costa Rica, El Salvador, Guatemala e Honduras assinaram um pacto de união. Em 1921, El Salvador, Guatemala e Honduras aprovaram o pacto e formaram a República Federal da América Central.
Contudo, em 1922 a Guatemala resolveu se separar desta e os outros dois também preferiram retomar sua soberania. Mais uma vez o plano de uma América Central unificada foi abortado.


A bandeira era constituída por três faixas horizontais, uma branca entre duas azuis, representando assim a terra entre os dois oceanos. O brasão de armas mostrava cinco montanhas (uma por cada uma das repúblicas constituintes da federação), situadas entre dois oceanos e, sobre ela, um barrete frígio, o emblema dos revolucionários franceses.



- Outros fatos importantes

COSTA RICA:
O voto direto foi instituído em 1913, mas o candidato à presidência mais votado não conseguiu a maioria e à Assembléia Legislativa elegeu Alfredo González Flores. Em 1917, um movimento liderado pelo general Federico Tinoco depôs o presidente constitucional e instituiu uma ditadura. Dois anos mais tarde, Tinoco foi forçado a renunciar por pressões internas e do governo estadunidense, que não reconhecera o regime

GUATEMALA:
Na década de 20 o reino da Guatemala foi marcado por divisões.Primeiro foi dividido por duas províncias independentes, a Província da Guatemala e da Província da Nicarágua e Costa Rica. Já em 1821, na véspera da independência, foram criadas três províncias, Chiapas, El Salvador e Honduras, segregadas da província da Guatemala.

NICARÁGUA:
Em 1926, o governo da Nicarágua recorreu à ajuda dos fuzileiros navais norte-americanos, para combater a guerrilha iniciada pelos líderes liberais José Maria Moncada Tapia e César Augusto Sandino. O governo dos EUA atendeu ao pedido e garantiu aos rebeldes que seriam relizadas eleições livres na Nicarágua. Diante da promessa, Moncada aceitou paralisar a revolução, porém Sandino manteve a luta contra a ocupação norte-americana. Em 1933, os americanos se retiraram da Nicarágua. Sandino depôs as armas e reconciliou-se com o governo, mas acabou assassinado por ordem do general Anastasio Somoza García, comandante da Guarda Nacional.

HAITI:
Entre a segunda metade do século XIX ate o começo do século XX o Haiti mudou de governante 20 vezes!Desses, 16 foram depostos ou assassinados. Em 1915 tropas dos EUA ocuparam o Haiti sob o pretexto de proteger os interesses norte-americanos no país, e só se retiraram em 1934.

MÉXICO:
A Revolução Mexicana e a guerra civil estiveram presentes na realidade mexicana no fim do século XIX, sendo findadas finalmente na década de 20; porém os conflitos armados continuaram. Agora a disputa era entre os que queriam uma sociedade secular, com separação entre Igreja e Estado, e os que defendiam a supremacia da Igreja Católica. Esse impasse resultou num levantamento armado por parte de apoiantes da Igreja, e culminou na chamada Guerra Cristera.

Outro acontecimento marcante da década de 20 foi a criação do Partido Nacional Mexicano, pelo então presidente general Plutarco Elías Calles. O PNM teve um papel importantíssimo na tentativa de convencer a maioria dos generais revolucionários que ainda restavam, desmobilizando assim os seus exércitos pessoais, que depois passaram a integrar o Exército Mexicano. O PNM depois mudou para Partido Revolucionário Institucional e alguns consideram a fundação desse ultimo como o marco do fim da Revolução Mexicana.



Referências Bibliográficas:
http://menen.dh.iscte.pt/crono/crono_1.htm
http://lanic.utexas.edu/la/ca/salvador/indexpor.html
http://lanic.utexas.edu/la/ca/guatemala/indexpor.html
http://lanic.utexas.edu/la/ca/cr/indexpor.html
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/america-central.htm
http://www.voyagesphotosmanu.com/historia_do_guatemala.html
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mexico/historia-do-mexico.php
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/haiti/haiti-3.php

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quinta-feira, 4 de março de 2010

Sobre o período de 1909-1920

- A Guerra Hispano-Americana

A guerra hispânico-americana começou com acusação americana de que os espanhóis teriam sabotado um navio americano em Havana, Cuba. Assim os EUA exigiram que os espanhóis declarassem a independência cubana. Os espanhóis obviamente recusaram, e assim começou uma guerra onde mais obviamente ainda os americanos ganharam, conseguindo então incorporar ao seu território as colônias de Cuba, Guam, Filipinas e Porto Rico. Essa guerra levou ainda a outra conseqüência, a de Cuba ter se tornado protetorado dos EUA por quatro anos, sendo administrada por um governo militar americano, ate o dia 20 de maio de 1902, mas não sem antes convencer a Assembléia de incluir em sua Constituição a Emenda Platt, que dava direito de intervenção no país por parte dos EUA e também permitia aos americanos a instalação de uma base naval em Guantánamo.

- Independência do Panamá e a construção do Canal do Panamá

O canal do Panamá foi uma idéia genial que pretendia resolver o problema da navegação de ir de um oceano a outro sem ter que dar a volta no continente americano. Assim o francês Ferdinand de Lesseps conseguiu a autorização do governo da Colômbia – a quem a região pertencia – e começou a construção. Porém as chuvas torrenciais, enchentes, desmoronamentos e altíssimas taxas de mortalidade de trabalhadores devido a doenças tropicais, como malária e febre amarela, causaram demoras imprevistas no projeto original, e após quatro anos a companhia faliu abandonando o canal. Os EUA , sempre em busca de dominar o mundo, declarou que eles conseguiriam terminar o projeto, e assim assinou o Tratado Hay-Herran, mas o Senado colombiano não o ratificou. Então o presidente Roosevelt usou de uma tática esquisita para conseguir o que queria: ele deu a entender aos rebeldes panamenhos que, se eles se revoltassem contra a Colômbia, a marinha estado-unidense apoiaria a causa de independência panamenha. O Panamá acabou por proclamar sua independência em 3 de Novembro de 1913, e o U.S.S. Nashville, em águas panamenhas, impediu toda e qualquer interferência colombiana.
Quando as lutas começaram, Roosevelt ordenou à Marinha estado-unidense estacionar navios de guerra perto da costa panamenha para "exercícios de treinamento", e assim dizem que os colombianos evitaram fazer uma guerra contra os americanos, deixando então o Panamá livre.
Como forma de retribuição e agradecimento o Panamá presenteou os EUA com o controle da Zona do canal do Panamá em 23 de Fevereiro de 1904 por US$ 10 milhões e 250 mil anuais a partir de 1913, ano de sua inauguração. Após 14 anos de trabalho, um francês e três americanos, o canal finalmente ficou pronto e a região livre do mosquito da febre amarela- o que dizem que foi mais difícil do que a construção do próprio canal.

- A Guerra das Bananas

Este conflito tem como raiz a guerra Hispano-Americana, ocorrida em 1898 entre os Estados Unidos e a Espanha. O resultado foi o domínio americano sobre Cuba, Porto Rico, Guam e Filipinas (Ásia) e maior influência em outros países da América Central.
Os interesses dos EUA em dominar esta região eram diversos, entretanto o fator econômico era o que mais pesava neste caso. O termo "guerras das bananas" surge a partir da conexão entre estas intervenções e à preservação dos interesses comerciais americanos na região. Com destaque a empresa norte Americana United Fruit Company, que teve participações significativas na produção de bananas, tabaco,cana-de-açúcar, e vários outros produtos em todo o Caribe, América Central e na porção norte da América do Sul. Isto rendeu a alguns Estados dessa região a denominação de “República das bananas”.
Além dos interesses econômicos nos produtos exportados, os EUA tinham interesse em manter uma esfera de influência naquela região, com especial atenção ao Panamá e sua localização geográfica privilegiada. Esta intervenção norte-americana pôde ser vista, por exemplo, no Panamá com a construção do canal ligando o oceano atlântico ao pacífico, e na constituição de fevereiro de 1904, que autorizava a intervenção das forças armadas norte-americanas em caso de desordens públicas, o que, na prática, equivalia à instauração de um protetorado. E de fato essa intervenção ocorreu, em 1918 sob o pretexto de ajudar as autoridades panamenhas para manter a ordem e dar proteção aos cidadãos norte-americanos dessas províncias.
Viu-se ainda a intervenção norte-americana na política da Nicarágua, com a resistência de líderes como Augusto César Sandino. Também em Honduras, em 1917 quando havia rebelião e anarquia num território disputado com a Guatemala, os EUA enviaram tropas para proteger os interesses das empresas bananeiras. Na República Dominicana interferiram nas eleições (1913), exigiram que cargos públicos de importância fossem ocupados por Norte-Americanos e em 1916 ocuparam o país.
No Haiti os EUA intervieram a partir de um pretexto econômico. Após adquirir controle sobre o banco central do Haiti, os norte-americanos usaram a crescente dívida do primeiro como pretexto para sua ocupação, que durou de 1915 a 1934. Também houve intervenção na constituição deste país, criada em 1917, em grande parte por oficiais do Departamento de Estado e o Ministério da Marinha dos EUA.
No México as intervenções norte-americanas aconteceram tanto por razões econômicas como políticas. Durante a revolução Mexicana os EUA enviaram tropas em 1914 e em 1916, entretanto, a invasão americana foi um fracasso.

- Outros fatos importantes

COSTA RICA:
A Costa Rica teve sua independência declarada em 1821. O país experimentou formas de governos despóticos em meados do século XIX, mas em 1890 tornou-se presidente José Joaquín Rodríguez, cuja eleição foi considerada a primeira inteiramente livre e sem fraudes na América Latina, a qual inaugurou uma tradição de democracia na Costa Rica. Em 1913 o voto direto foi instituído, mas o candidato à presidência mais votado não conseguiu a maioria e a Assembléia Legislativa elegeu Alfredo González Flores.
Em 1917, um movimento liderado pelo general Federico Tinoco depôs o presidente constitucional e instituiu uma ditadura. Dois anos mais tarde, Tinoco foi forçado a renunciar por pressões internas e do governo estadunidense, que não reconhecera o regime.

NICARÁGUA:
O século XX encontrou o país sob o vigoroso controle do liberal José Santos Zelaya, que governou de forma ditatorial entre 1893 e 1909 e estendeu a autoridade nicaragüense sobre a reserva do reino unido.
A insolvência financeira da Nicarágua e a apreensão por parte dos EUA quanto a seus assuntos financeiros com a Grã-Bretanha, motivaram a intervenção dos Estados Unidos, os quais apoiaram a revolução que derrubou Zelaya, em 1907, e não reconheceram seu sucessor, José Madriz. Os americanos passaram a controlar a alfândega, o banco central e as ferrovias do país. Adolfo Díaz foi eleito presidente.
Em 1912 a humilhação nacional levou à revolução. Após essa revolta contra seu governo, Díaz pediu ajuda militar aos norte-americanos, que ocuparam o país. Para apoiar o novo governo, foram enviados alguns marines para o território. Seus sucessores, Emiliano Chamorro(1871-1966) e Diego Manuel Chamorro (1861-1923), também receberam apoio americano. Em 1925 o destacamento militar retirou-se e a luta entre liberais e conservadores deu origem a uma guerra civil.

PANAMÁ:
Em 1914 é aberto oficialmente para tráfego o Canal do Panamá, que ligava o oceano atlântico ao pacífico, e cujo uso, controle e ocupação foi cedido aos Estados Unidos pelo governo provisório Panamenho na época através do Tratado Hay-Bunau-Varilla.





Referências Bibliográficas:
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/guerra_hispano.htm
http://www.areamilitar.net/HistBCR.aspx?N=38
http://www.brasilescola.com/geografia/canal-panama.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/canal-do-panama/canal-do-panama.php
http://www.brasilescola.com/historia-da-america/historia-porto-rico.htm
http://www.bibliografia.una.ac.cr/
http://www.aghn.edu.ni/
http://biblioteca.bcn.gob.ni/
http://www.binal.ac.pa/
http://www.alonsoroy.com/
http://www.ceaspa.org.pa/

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